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Governador garante rigor em investigação de morte de brasileiro

21/03/2012
Fonte: TERRA/ Liz Lacerda

Sydney - O governador de New South Wales (NSW), Barry O´Farrell, garantiu nesta quarta-feira que as investigações do caso de Roberto Laudisio Curti serão conduzidas com rigor. O estudante brasileiro de 21 anos foi morto pela polícia após ser atingido por pelo menos três disparos de pistola de choque (taser). "Esse inquérito será conduzido tão rigorosamente quanto qualquer outro caso, de acordo com as leis australianas, e com a mesma transparência e independência que normalmente marcam essas investigações", afirmou Wales.

 

Já o ministro de polícia, Michael Gallacher, cancelou a agenda do dia para visitar o Consulado-Geral do Brasil em Sydney. Ele prestou condolências à família de Roberto Laudisio Curti e à sociedade brasileira. "Penso que foi muito importante representar nosso governo para conversar com o cônsul sobre as investigações", disse ele. Gallacher afirmou ainda que o processo será "justo", mas acrescentou que não há previsão de conclusão do caso.

 

Segundo o cônsul-adjunto do Brasil em Sydney, André Costa, a visita não ajudou a esclarecer os acontecimentos que resultaram na morte do jovem brasileiro. "Ele falou o que já sabíamos, que a investigação está sendo conduzida pelo Departamento de Homicídios e que há um ombudsman responsável pelo caso."

 

O ombudsman é Bruce Barbour, que discordou da utilização dos tasers, quatro anos atrás, no país. "Há evidências claras, baseadas nas experiências de outros países, de que o risco aumentou depois que o uso das armas de choque foi ampliado dentro das polícias. Os policiais não estariam utilizando os artefatos apenas em situações de alto risco", disse.

 

O presidente do Conselho para os Direitos Civis de NSW, Cameron Murphy, manifestou preocupação com o treinamento da polícia e com a utilização dos tasers juntamente com sprays de pimenta. "Essa morte é um resultado inaceitável do uso desses equipamentos. Precisamos revisar sua utilização, porque as armas de choque não são uma alternativa ao uso de força letal. Elas são letais", afirmou. A morte do jovem brasileiro é a quinta relacionada à utilização dos tasers, desde sua implementação na Austrália.

 

O Departamento de Homicídios está ouvindo policiais e testemunhas envolvidos nas ações que resultaram na morte de Laudisio. Ontem, pelo menos 15 depoimentos teriam sido tomados.

 

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