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Atirador planejava novo ataque, diz Sarkozy a representantes judaicos

Presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega ao local onde suspeito está cercado em Toulouse

21/03/2012
Fonte: DA FRANCE PRESSE DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quarta-feira a representantes da comunidade judaica que o suspeito do massacre que matou quatro pessoas em Toulouse, no sul do país, pretendia executar um novo ataque.

 

 

Suspeito de matar três crianças e um professor em uma escola judaica na última segunda-feira (19), Mohamed Merah está cercado por forças especiais da polícia francesa, em um prédio residencial no bairro Croix-Daurade, em Toulouse. Durante o cerco, o suspeito trocou tiros com a polícia e deixou três policiais feridos.

 

Nicole Yardeni, delegada local do Crif (Conselho Representativo de Instituições Judaicas), afirmou que Sarkozy fez a revelação durante uma reunião com representantes das comunidades religiosas em Pérignon, perto do local onde o suspeito está cercado pela polícia.

 

"Ele tinha um plano para matar na manhã desta quarta-feira", disse Yardeni.

 

Fontes policiais informaram, um pouco antes, que haviam encontrado explosivos no carro de um dos irmãos de Merah, 23, o suspeito dos assassinatos em Toulouse.

 

Segundo os primeiros indícios, é um irmão também comprometido com a ideologia salafista. A polícia não revelou o tipo dos explosivos achados.

 

A mãe do suspeito, seu irmão e a companheira deste foram detidos nesta quarta-feira como parte da investigação dos três ataques, informaram fontes judiciais.

 

As detenções para investigação, que segundo a lei francesa podem durar até quatro dias em casos de terrorismo, aconteceram na manhã desta quarta-feira.

 

O ministro do Interior, Claude Guéant, afirmou que são detenções "por precaução".

 

SUSPEITO

 

Merah é um francês de origem argelina com antecedentes criminais e que, depois de passar por Paquistão e Afeganistão, se declara jihadista da rede terrorista Al Qaeda.

 

 

Editoria de Arte/Folhapress

 

Entrincheirado num prédio de Toulouse com várias armas, segundo alega, ele reivindica ser um "mujahidin" (combatente de Deus) e um membro da Al Qaeda, segundo o ministro do Interior, Claude Guéant.

 

Nascido em 10 de outubro de 1988 em Toulouse, possui relações com pessoas ligadas ao salafismo e jihadismo e realizou duas viagens, uma ao Afeganistão e outra ao Paquistão, segundo ainda o ministro.

 

Não existem informações concretas sobre sua participação em um campo de treinamento.

 

A investigação deve determinar se ele atuou sozinho ou com a ajuda de uma célula, e se ele pertence à Al Qaeda, como reivindica.

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