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Disputa por vaga em UTI termina na Justiça em Cuiabá

18/04/2017
Fonte: Silvana Ribas, repórter do GD

 

 

 

Família de aposentado se desespera para conseguir com urgência uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá. O aposentado Aloizo Alvino Alves, 74, está em um dos corredores do Pronto-Socorro da Capital, depois de sofrer uma queda por volta das 15h, de segunda-feira (17).

 

Reprodução

Foto enviada pela família ao GD mostra paciente fora da UTI, mesmo em estado grave com coágulos no cérebro

Sofreu fraturas múltiplas pelo corpo, maxilar quebrado e com vários coágulos no cérebro, foi trazido para o Pronto-Socorro da Capital em situação gravíssima. Como na unidade não havia vagas, a família ingressou com um pedido junto à Defensoria Pública da Capital, no plantão da mesma noite, quando obteve liminar da Justiça, determinando a internação em UTI.

 

Mas apesar da ação rápida da Defensoria Pública e Justiça, cerca de 24 horas depois do acidente grave, Aloizo continua fora da UTI em um corredor da unidade, aguardando a vaga que pode ser fundamental para sua sobrevivência.

 

Somente no ano passado, a Defensoria ingressou com pedidos de urgência para obtenção de 131 vagas em UTI, na Grande Cuiabá. Ao todo foram 3.518 liminares relacionadas a atendimentos de saúde.

 

Segundo a Defensora Pública, integrante do Fórum Permanente de Estudos e Propostas sobre a Judicialização da Saúde, Synara Gusmão, apesar dos esforços, um paciente pode esperar até cinco dias pela vaga, via judicial.

 

Isto pode significar a diferença entre a vida e morte. Ressalta que nos três primeiros meses deste ano tem observado que as vagas tem sido obtidas com uma agilidade maior. Mas por sua vez, o número de pedidos vem crescendo, mostrando que o Estado não tem conseguido atender a demanda por leitos, que é muito maior do que a oferta.

 

De acordo com a Defensora, relatórios periódicos encaminhados pela instituição aos secretários de saúde de Cuiabá, Várzea Grande e à Secretaria Estadual de Saúde (SES), cobrando a ampliação das ofertas de leitos.

 

Como o Estado não consegue suprir a demanda, a proposta é que credenciem unidades particulares para suprir estas vagas, a um custo previamente combinado. Assim a sociedade não deixa de ser atendida em seu direito e o Estado não é penalizado pelo alto custo decorrente da judicialização.

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