Em seis meses de investigações, a delegada Anaídes Barros consegue desvendar um crime misterioso. Dentro das investigações de um assassinato seguido de uma dupla tentativa de homicídio, o mesmo acusado pode ter sequestrado e matado uma segunda pessoa que sumiu misteriosamente
Um soldado reformado da Polícia Militar acusado de matar a amante com um tiro de escopeta calibre 12 e ferir gravemente outras duas pessoas, também é suspeito do desaparecimento de um amigo da vítima. O ex-PM está preso preventivamente com uma prisão temporária e a polícia já representou pela prisão preventiva. Ele teria sequestrado a segunda vítima que sumiu desde o dia 25 de março, dez dias antes de ter assassinado a própria namorada.
O ex-soldado PM José Aparecido da Silva, de 54 anos, foi acusado de matar com tiro de escopeta calibre 12 a namorada Valdiléia Alves do Nascimento, de 25 anos, assassinada na noite de nove de abril de 2001.
O crime aconteceu numa das ruas do Jardim Marajoara, em Várzea Grande (Grande Cuiabá). Valdiléia morreu na hora. No mesmo local o ex-soldado também baleou Fábio José dos Santos e Edivan Nunes Bento, ambos com 22 anos.
Nas investigações da delegada Anaídes Barros, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), o ex-soldado foi denunciado várias vezes por testemunhas, resultando na representação de sua prisão temporária decretada pela Justiça de Várzea Grande pelo assassinato e pela dupla tentativa de homicídio.
Ainda nas investigações, a delegada Anaídes recebeu outras denúncias referentes ao desaparecimento do jovem Edilson de Arruda e Silva, de 22 anos, amigo de Valdiléia. Os dois teriam sido cúmplices em um furto cuja vítima seria o ex-PM.
A delegada Anaídes confirmou a finalização das investigações com a representação da prisão preventiva do acusado. José Aparecido, no entanto, vai continuar sendo investigado pelo sequestro e desaparecimento de Edilson de Arruda.
“A prisão preventiva foi representada pelo crime de homicídio contra Valdiléia e pela dupla tentativa de homicídio contra Fábio e Edivan. Só que, durante as investigações surgiram novas denúncias contra o ex-soldado José Aparecido, inclusive do desaparecimento do amigo de Valdiléia, o jovem Edilson de Arruda que sumiu misteriosamente e nunca mais apareceu”, afirmou a delegada Anaídes Barros.
Ouvido em depoimento, o ex-policial militar José Aparecido negou sua participação na morte de Valdiléia e nos dois atentados a bala contra Fábio e Edivan. “Nem conheço ninguém”, disse o acusado à delegada Anaídes Barros.