Fonte:TV Record de Juína/Marcos Di Perez
A decisão de mandar prender quatro soldados e dois tenentes da Polícia Militar de Juína no último dia 6 de agosto tem causado polêmica e revolta de toda sociedade juinense que se manifestaram através dos programas de TVs e rádios de Juína.
O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público de Juína, e decretada pela Juíza Elza Yara Ribeiro Sales Sansão. De acordo com as informações, os policiais foram denunciados pelo MP pelos crimes de tortura contra dois menores delinqüentes, que são suspeitos de vários furtos no município.
Após serem vitimas dos policiais, os menores procuraram o Conselho Tutelar do município e delataram o que havia ocorrido. Por sua vez, as informações é que os conselheiros buscaram auxilio na promotoria.
Ciente da denúncia e com possíveis indícios e materialidade do crime, o Ministério Público representou pela prisão dos policiais, a justiça acatou o pedido, e decretou imediatamente a prisão preventiva dos PMS.
O delegado de polícia José Carlos foi designado para efetuar a prisão dos militares, o Capitão PM Vasconcelos acompanhou a prisão dos policiais que estão à disposição da justiça no centro de formação da Polícia Militar de Juína.
Mas a decisão da magistrada tem trazido uma serie de discussões, dúvidas e questionamento sobre a denúncia dos menores infratores. Um deles já foi apreendido por um dos policiais após amarrar um arame de um lado a outro de uma Avenida, onde feriu algumas pessoas que por lá trafegavam, inclusive a viatura policial sofreu danos.
Através da imprensa local, cidadãos se manifestam repudiando a decisão judicial.
Nossa reportagem não teve acesso ao inquérito policial, mas segundo informou o coronel Monteiro (Comandante do CR VIII) em Juína, a conduta dos policiais está sendo investigada “pode ser que houve excesso, mas não tortura” lembrou o Militar.
Nesta segunda-feira um dos menores que disse ter sido vitima dos policiais militares se envolveu novamente com a criminalidade, ele é suspeito de uma tentativa de furto de motocicleta no bairro módulo- 6, o proprietário chegou a correr atrás do adolescente, que foragiu.
O Coronel Monteiro revelou em um programa de rádio na tarde desta quarta-feira os nomes dos policiais presos, são eles:
Tenentes, Arides e Júlio Gomes. Soldados, Rodrigo, Goulart, Borges e Edinei.
O pedido de habeas corpus foi feito essa semana para por em liberdade os denunciados, mas negado. A advogada irá fazer outro pedido em Cuiabá.