Fonte:24horasnews/blog/Sandra Carvalho
Em junho de 2009 o governador Silval Barbosa (PMDB), então vice de Blairo Maggi (PR), prometeu, em grande ato festivo, viabilizar recursos para o asfaltamento da MT-130, conhecida como Estrada da Economia, um trecho de 248 km entre Paranatinga (Médio Araguaia) e Nova Ubiratã (Norte). Até hoje, 1 ano e 3 meses depois, a promessa não foi cumprida.
Se asfaltada, a estrada garantiria o escoamento da safra com menor tempo e custos. O prefeito de Paranatinga, Vilson Pires, chegou a matar 20 bois para o churrasco em comemoração ao anúncio da obra.

Exatamente no dia 27 de junho de 2009, um sábado, Silval Barbosa garantiu perante uma multidão, incluindo prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores e lideranças comunitárias, que solicitaria na segunda (29), da Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra-MT), a elaboração do projeto de asfaltamento da MT-130.
Representando o governador Blairo Maggi, que na época estava afastado do cargo para resolver assuntos particulares, Silval Barbosa reafirmou durante o evento, dizia o release distribuído à imprensa pela assessoria do Governo do Estado, “o tom desenvolvimentista de sua atuação em defesa da superação dos gargalos da infra-estrutura nos municípios mato-grossenses. Com a experiência de quem já foi prefeito e deputado estadual, o peemedebista vem apontando soluções que vão garantir a continuidade do progresso experimentado por Mato Grosso a partir da posse de Maggi, em 2002”.
Silval Barbosa explicou, na época, que o Governo do Estado teria que buscar parcerias para levantar os recursos necessários para a execução da obra, incluindo o Governo do Estado, produtores e Emendas Parlamentares federais. A Estrada da Economia, no entanto, continua sem asfalto e o trecho é percorrido pelas carretas em até 16 horas. Com as chuvas, a situação já começa a ficar mais crítica. E ao invés de economia, vem gerando inúmeros prejuízos aos produtores, transportadores e ao desenvolvimento do Estado.
A estrada é importante não só para Paratinga, mas também para todas as cidades da região Norte de Mato Grosso por abrir novas fronteiras agrícolas, novos mercados de trabalho, encurtar distâncias e principalmente acabar com o grande congestionamento da BR 163. Atualmente existem apenas dois eixos verticais no estado, que são a BR 158 (Vale do Araguaia) e a BR 163, no Nortão. A MT 130 cortaria Mato Grosso pelo centro, encurtando a distância entre as regiões.