Fonte;24horasnews
Em apenas dois meses – novembro e dezembro, os oitos representantes de Mato Grosso no Congresso Federal conseguiram gastar mais de meio milhão com a chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) - antiga verba indenizatória. O valor exorbitante dava para comprar mais de oito mil cestas básicas ao custo de R$ 65,00, e fazer o natal de muita gente carente, financeiramente, feliz.
Em novembro, o total dos gastos foi de R$ 260.648,26, já em dezembro R$ 262.220,42. As informações foram extraídas do portal oficial da Câmara Federal e podem ser acessada sem restrição.
O deputado campeão de gastos no mês de dezembro foi Wellington Fagundes (PR). O parlamentar usufruiu R$ 83.742,50 da verba, sendo que mais da metade deste valor (R$49.725,00), foi destinado para divulgação da atividade do deputado, a empresa favorecida foi a Editora e Gráfica Atalaia.
A tucana Thelma de Oliveira foi a segunda campeã de gastos no mês natalino. Ela gastou exatos R$ 58.111,42, deste valor, Thelma investiu R$ 25 mil com consultoria e pesquisa, a empresa contratada foi a Barreto & Oliveira Advogados e Associados. A deputada também gastou mais de R$ 13 mil com viagens para o interior do Estado.
Seguido de Thelma, vem Valtenir Pereira com gastos de R$ 31.007,60. A maior parte do valor foi pago com gasto de telefone – R$ 8.462,22 e despesas com viagens para Rondonópolis e Sorriso – R$ 18.000,00.
Já no mês de novembro, o deputado que mais extrapolou com o uso da verba foi Eliene Lima (PP). Foram mais de R$ 70 mil gastos, sendo que R$ 46.200,00 ele usou para pagar passagens aéreas com destinos no interior de Mato Grosso e R$ 11 mil para divulgar suas atividades – esse pago para a empresa Almeida Andrade e Cia Ltda ME.
Wellington foi o segundo que mais gastou em novembro. Ele foi restituído pelo Congresso nacional em R$ 47.815,7ª, somente com consultoria o parlamentar gastou R$ 39.966,96.
Em terceiro lugar do ranking dos mais consumistas no mês de novembro está Thelma de Oliveira. Ela gastou R$ 30.346,12 e gastou a maior parte com divulgação de atividade parlamentar.
A Verba Indenizatória do Exercício Parlamentar foi instituída pelo Ato da Mesa nº 62, de 2001, e atualmente, é regulamentada pela Portaria nº 16, de 2003 e Atos da Mesa nº148 de 2003 e 32 de 2003. De acordo com o ato, o limite mensal da verba é de R$ 15 mil para cada deputado federal - destinada ao ressarcimento de despesas como aluguel, manutenção de escritórios, locomoção, entre outras, diretamente relacionadas ao Exercício do Mandato Parlamentar.
O saldo não utilizado fica acumulado para o mês seguinte - dentro do limite de um semestre. Ou seja, a cada seis meses a conta é zerada, se a verba é de R$ 15 mil, significa que por semestre, cada deputado tem direito de gastar R$ 90 mil.