Fonte: Juaranet
40 dias após denúncia o problema persiste
Após denúncia feita por moradores de que populares e até a Prefeitura de Juara estariam jogando lixo num terreno bem no centro da cidade, no final da Avenida Rio Arinos e próximo a escola Oscar Soares, o diretor da Secretaria Estadual de Meio Ambiente no município, Joelson Figueiredo, prometeu, dia 04 de dezembro de 2010, que iria apurar os fatos e tomar as devidas providências. Agora, cerca de 40 dias depois, o problema persiste.
A reportagem voltou ao mesmo local e constatou que o lixo continua sendo jogado e a situação é a mesma, lixo de todo tipo, entulho, galhos de arvores, madeira, latas e diversos outros objetos.
Em conversa com um carroceiro, que segundo ele joga umas cinco cargas de lixo por dia no local, podas de arvores e resíduos provenientes de limpeza de quintais, veio a supresa: “O lixão é muito longe da cidade então o Toninho (Toninho Araujo Secretario de Obras) autoriza jogar o lixo aqui e depois ele leva lá pro lixão”, disse o senhor.
Cobramos uma explicação da SEMA se alguma providencia foi tomada, o diretor justificou que pensou se tratar de um outro local, mais reiterou que irá apurar a denúncia.
Joelson aproveitou para orientar a população a não jogar lixo em local inadequado, que procure acondicionar o lixo e a prefeitura deve recolher e destinar em local adequado. “Aquela pessoa que for pega em flagrante jogando lixo em local inadequado será autuada por poluição ambiental”.
O diretor informou ainda que cabe a SEMA apurar a denúncia se a prefeitura está jogando esse lixo em local inadequado. “Se constatada a irregularidade, a prefeitura deverá tomar as providências necessárias para realizar a readequação do local”.
RISCOS - O Brasil produz 43 milhões de toneladas de lixo por ano e até hoje não sabe ao certo o que fazer com os resíduos. Essa sujeirada tem como destino lixões e aterros sanitários inadequados. São 67 mil toneladas diárias de detritos, que colocam em risco o meio ambiente e a saúde dessa e das futuras gerações.
Embora exista uma decisão por parte do tribunal de Justiça admitindo até mesmo a intervenção do Estado no Município no caso de descumprimento da decisão judicial que determina a edificação do aterro sanitário na nossa região. Sua edificação ainda nem começou e o assunto caiu no esquecimento dos governantes.