Fonte: Olhar Direto/ JM
Duas alunas do Centro de Educação para Jovens e Adultos (Ceja) de Confresa denunciaram o professor de matemática Sandoval Failho Filho de tê-las assediado sexualmente e, conforme documentos do Ceja, em alguns casos ele teria tentado abusar das duas meninas, que são menores.
Na ata escolar de 20 de maio de 2010, uma estudante, relatou a coordenadora do CEJA que o professor Sandoval tinha fama de “cantar” suas alunas, e que tentou assediá-la no primeiro dia de agendamento de aulas, a convidando para estudar em sua casa. Ao questioná-lo se as aulas não poderiam ser na escola, a menina disse que o professor teria dito que queria tocá-la e, por isso, ninguém poderia ver.
Em 4 de agosto, outra aluna relatou ter recebido o mesmo convite, desta vez usou o professor teria usado a desculpa de que na escola fazia muito barulho. Ao compartilhar com amigas a aluna disse que não iria, mas que tinha medo de sofrer represálias.
Uma das denúncias mais graves aconteceu no dia 26 de novembro quando uma menor de idade relatou em reunião com os coordenadores do Centro de Educação e membros do Conselho Tutelar que Sandval a chamou para entrar no laboratório da escola e passou a mão em suas pernas, nas partes intimas, nos seus seios, e tentou beijá-la. No contente o professor deu à menor, que tem um leve retardo mental, R$2,00 para que ela comprasse biscoitos e levasse na casa dele no sábado. Segundo o mesmo registro, a coordenadora Maria José flagrou os dois no laboratório.
Ciente dos ocorridos o Conselho Tutelar disse que levaria a menor para registrar um Boletim de Ocorrência e, posteriormente, acompanhada de seus responsáveis iria conversar com o promotor público em Porto Alegre do Norte.
No mesmo mês, mas sem o dia preciso, um casal relatou a reportagem do Agência da Notícia que a mãe levava a filha de seis anos para escola, pois não tinha com quem deixá-la e não queriam parar de estudar.
Certo dia enquanto assistia às aulas a criança foi jogar dominó com o professor Sandoval no pátio, foi então que um funcionário o flagrou passando a mão nas pernas de menina. Neste caso também foi acionado os conselheiros tutelares que registraram um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil.
Conforme reportagem do site Agência da Notícia, misteriosamente desapareceram todos os registros de reclamações contra o professor na escola em que trabalhava, mesmo foram localizadas cópias dos documentos assinados pelos responsáveis das instituições. O motivo do sumiço será investigado. As informações são do Agência da Notícia.