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Acusados de homicídio e tráfico, PMs são exonerados

Data: Sexta-feira, 18/02/2011 00:00

Alexandre Alves/De Sinop

A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) está afastando da ativa – demitindo – policiais que tiveram algum tipo de conduta improcedente com o cargo que ocupavam nas fileiras da PMMT, depois de relatórios do Conselho de Disciplina da corporação. Nesta semana, foram publicadas, no Diário Oficial do Estado, demissões de pelo menos quatro deles.

Um dos afastados da PM é o soldado José de Barros da Costa, acusado de dois homicídios em Várzea Grande, em 2001 e 2002, e também por contribuir com a fuga do ex-cabo Hércules, do presídio Pascoal Ramos, em 2003. Hércules é acusado de participação no assassinato do empresário Sávio Brandão, do radialista Rivelino Brunini e do sargento José Jesus de Freitas e fugiu pela porta da frente do presídio naquela ocasião.

Também foi excluído da ativa o soldado Zequias Andrade Costa, por ser, no dia 12 de outubro de 2007, autuado em flagrante delito transportando entorpecentes no veículo dele, um Fiat Pálio. Zequias se deslocava sentido Vila Bela da Santíssima Trindade a Pontes e Lacerda e foi abordado em uma blitz. No porta malas foram encontrados 12 invólucros, envoltos por fita adesiva de cor amarela, acondicionando uma substância de coloração e odor característicos a pasta base de cocaína.

Já o soldado Valdiney Rodrigues de Almeida foi demitido porque, em janeiro de 2007, efetuou disparos contra uma pessoa, na Rua M, do bairro Cohab Cristo Rei, em Várzea Grande, com arma não registrada. Valdiney não estava fardado naquela ocasião.

Quem também foi afastado da ativa é o soldado Donne Robson Alves, por este ter sacado a arma e ameaçado de morte, em 2007, no município de Cláudia, o então 1º tenente Waggmom Oliveira Bomfim. Depois de dominado e ter o revólver tomado por outros policiais, Donne ainda teria sacado uma faca e ameaçado o 1º tenente. O soldado acreditava que o oficial em tela queria o prejudicar, ao solicitar a instauração de um procedimento interno para apurar uma denúncia de atentado violento ao pudor que pesava contra o mesmo.

Ainda nesta semana, a governo do Estado demitiu o investigador de polícia lotado na delegacia de Polícia Civil de Alto Araguaia (415 km de Cuiabá), Adonildo José da Costa, o “Chuvisco”, de 54 anos. Ele foi condenado na Justiça por abuso sexual contra duas netas