Fonte: TVCA, Fotos: Topnews
Em Aripuanã, mesmo com uma chuva fraca várias comunidades continuam alagadas, inclusive uma aldeia indígena
Continua crítica a situação do municípios da região noroeste de Mato Grosso. Na cidade de Aripuanã a 1.030 quilômetros de Cuiabá, mesmo com uma chuva fraca várias comunidades continuam alagadas, inclusive uma aldeia indígena.
A aldeia dos Araras está ilhada e as ocas estão completamente alagadas. Os índios estão abrigados na escola da comunidade. Segundo informações da prefeitura da cidade, outras aldeias e comunidades estão isoladas.
Na comunidade de Conselvan onde moram mais de três mil famílias, apenas duas pontes ligam o local com outras cidades. Um das pontes caiu por inteiro e a outra já foi coberta pela água.
Pessoas que precisam ir para outras cidades estão sendo atravessadas de barco com ajuda dos índios. Aqueles que precisam de atendimento médico, a ambulância vai até um pedaço, o paciente é transportado de barco até a outra margem e uma outra ambulância segue o restante do caminho.
Cidades isoladas
Os municípios de Aripuanã, Colniza e Cotriguaçu são os mais prejudicados, principalmente a área rural dessas cidades onde pontes foram derrubadas pela força da correnteza dos rios. Em Colniza, quase a metade da ponte mais importante da região foi levada pela água.
Segundo o prefeito de Aripuanã, o município e a área rural estão muito prejudicados. A cidade está sem transporte escolar e várias pontes caíram, deixando comunidades inteiras isoladas.
A comunidade rural de Conselvan tem quase seis mil habitantes e está ilhada. O único transporte é o barco e os moradores estão sem energia elétrica no local. “Hoje nós só temos uma estrada pra chegar alimentos, mas, graças a Deus ainda está chegando. Não tem como ir de carro nas comunidades, estamos tentando levar coisas com ajuda de um barco e não tem energia porque caíram alguns postes” revela o prefeito.
Como a maioria dos alunos da rede municipal são da área rural, as aulas já foram adiadas por mais 30 dias. “As aulas da rede estadual estão acontecendo, quem mora na cidade ainda consegue ir, mas os alunos que são da área rural estão perdendo aula”, diz Torremocha.