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Pesquisas nas RESEX de Aripuanã encontram possíveis espécies ainda desconhecidos

Data: Segunda-feira, 07/03/2011 00:00
Pesquisas nas RESEX de Aripuanã encontram possíveis espécies ainda desconhecidos

Assessoria da prefeitura/ Marcos Sifuentes

Oficina de Elaboração do Plano Participativo (OPP) do uso sustentável das RESEX em Aripuanã.

Aconteceu semana passada no Centro de Educação Continuada em Aripuanã-MT, a Oficina de Elaboração do Plano de Uso Sustentável das RESEX, reservas extrativistas das unidades de conservação dos rios Guariba e Roosevelt, com o objetivo de trocar conhecimentos e informações, promovendo a articulação e cooperação entre as instituições, um momento importante de participação da comunidade na elaboração do plano de manejo.

Segundo o secretário do Meio Ambiente (SEMAM) Nelson Tacada, este documento elaborado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), e demais parceiros, tem o objetivo de direcionar o uso racional das reservas extrativistas preservando-se os recursos naturais renováveis e não renováveis, dentro das duas unidades de conservação habitadas exclusivamente pelos povos ribeirinhos, (beradeiros e seringueiros), salienta ainda o secretario (NELSON) que as RESEX do rio guariba e do rio Roosevelt, são as únicas povoadas do país, e que o plano de uso determinará as normativas de exploração extrativistas e manejo com uso racional das águas e do solo para sua conservação natural.

Os trabalhos de pesquisa para elaboração desse plano, contam com o apoio da ONG WWF-Brasil, que contratou a Empresa Mapsmut de Alta Floresta MT, para elaboração da pesquisa e levantamento de campo, (IN LOCO) realizaram pesquisas dentro das áreas pertencentes às unidades de conservação. Constatou-se um grande potencial rico em biodiversidade, na Ave-fauna foram registradas quatro espécies raras, e 2.685: espécies de peixes conhecidos, e 16 espécies possivelmente ainda não identificadas, também duas espécies de macacos desconhecidos, alem de outras constatações demonstrando riscos de extinção no caso de alguns mamíferos e peixes.

Outro ponto importante levantado com a pesquisa foram às vulnerabilidades relacionadas no contexto social, saúde, educação e renda, que se percebe dentro de cada unidade de conservação, abrangendo também no seu entorno onde é denominada zona de amortecimento, donde a administração pública poderá desenvolver um trabalho diferenciado.