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Ex-policiais são suspeitos de integrar quadrilhas em MT

Data: Sexta-feira, 11/03/2011 00:00
Ex-policiais são suspeitos de integrar quadrilhas em MT

Fonte: Midianews

Grupo fortemente armado assaltou Banco do Brasil em Querência e fez vários reféns

O coronel Valdemir Barbosa, comandante regional da PM em Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá), levantou a suspeita de que ex-policiais podem fazer parte da quadrilha que assaltou o Banco do Brasil, na quinta-feira (10), em Querência (945 km a Nordeste da Capital), na região Araguaia.

Em entrevista ao site Só Notícias, de Sinop, o oficial afirmou que o bando tem criminosos que agem em outros Estados. "Com certeza, não são bandidos de Mato Grosso. Mas, acredito que ex-policiais possam estar envolvidos. Podem ser ex-militares ou ex-civis, considerando a forma com que o roubo é orquestrado. Eles escolhem locais onde a polícia encontra dificuldades de reação imediata e porque há também grande extensão territorial, que facilita a fuga", afirmou, referindo-se ao Araguaia.

"Acredito que o mesmo bando que assaltou a agência em Canarana (no ano passado) é o que agiu ontem, em Querência", completou.

O coronel Barbosa defendeu também que os três batalhões no Araguaia (Barra do Garças, Água Boa e Vila Rica) tenham equipes de força tática (assim como existe em Sinop, o Cotar), porque haverá maior agilidade para agir e perseguir os bandidos".

O oficial lembrou que as quadrilhas estão agindo em cidades com aproximadamente 20 mil habitantes e que têm o agronegócio com base econômica.

Ele lembrou os assaltos ocorridos, no ano passado, em Denise (Médio-Norte), Tabaporã (Nortão), Paranatinga (Sul), Campo Novos dos Parecis (Noroeste) e demais cidades. Parte dos integrantes do bando que agiu em Denise e Parecis foi presa.

O assalto

De acordo com a Polícia Militar de Barra do Garças, sete bandidos assaltaram o BB de Querência, fizeram clientes de escudos humanos e metralharam o prédio da polícia. Eles têm metralhadoras, fuzis e fugiram em direção a um assentamento, por estradas que dão acessos a várias fazendas e ao parque do Xingú.

"Estamos, agora, no período onde é feita a inquietação. De 3 a 5 dias, eles ficam no mato aguardando o aparato de segurança diminuir para eles continuarem fugindo", explicou o coronel Barbosa.

Ontem, no final da tarde, eles abandonaram o veículo Corolla (roubado de um gerente de empresa ao saírem do banco) a cerca 20 km do local onde o Fiat Doblô foi incendiado. Alguns sitiantes informaram para a polícia que um caminhão furgão branco teria dado apoio aos criminosos.

Os 5 reféns levados na fuga não foram feridos. "Cada refém foi obrigado a carregar um malote com dinheiro. Não temos imagens do circuito interno porque o sistema foi danificado pelo assaltantes", acrescentou Barbosa.