Fonte: R7/Claudia Alcantara
e diz que "monstro" é o responsável
Delegado afirma que crime foi por vingança; mulher será transferida para Polinter
A Polícia Civil apresentou no fim da manhã desta sexta-feira (11) a tia do bebê que teve uma das mãos decepada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela foi presa logo após prestar depoimento à polícia na quinta-feira (10) sob suspeita de ter sido a autora da brutalidade cometida contra a criança de apenas três meses.
A dona de casa Maria José Menezes da Silva, 37 anos, negou que tenha machucado a vítima e disse que estava lavando roupa no momento em que a menina foi atacada.
Quem fez isso é um monstro. Só um monstro para fazer uma barbaridade dessas.
Segundo o delegado titular da 58ª DP (Posse), Marcos de Oliveira Alves, responsável pelas investigações, o crime foi cometido por vingança contra a mãe da menina Mirela Santana dos Santos, que estava em casa sozinha com os irmãos quando foi atacada.
A suspeita vai responder por tentativa de homicídio, enquanto os pais do bebê deverão ser indiciados por abandono de incapaz, por deixarem os quatro filhos sozinhos em casa.
A mulher é esposa de um dos tios da criança. Ela permanece na 58ª DP (Posse) e deve ser transferida ainda nesta tarde para uma das carceragens da Polinter.
Segundo a mãe de Mirela, as duas tinham desentendimentos constantes.
O crime aconteceu na noite de quarta-feira (9), no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu.
A criança foi encontrada sem a mão direita pelos próprios irmãos, de oito, seis e três anos. Os três tomavam banho na casa do tio, que fica no mesmo quintal, quando ouviram o choro da caçula e se depararam com a casa revirada e a irmã ferida.
Segundo a polícia, a mãe havia saído para ir ao mercado e o pai estava no trabalho.
O delegado Alves esteve na casa da família na manhã de quinta-feira e ouviu cerca de seis pessoas até pedir a prisão da tia.
Vizinhos e familiares encontraram uma faca enterrada nos fundos do terreno. A arma foi encaminhada para o ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), onde deverá passar por perícia.
A menina permanece internada no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ela respira sem ajuda de aparelhos e tem quadro estável, embora não haja previsão de alta.