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Vereadores exigiam até R$ 500 mil para aprovarem matérias de interesse do prefeito

Data: Sábado, 18/06/2011 00:00
Fonte: Odocumento
Vereadores exigiam até R$ 500 mil para aprovarem matérias de interesse do prefeito

Em coletiva realizada na tarde de hoje, o Ministério Público Estadual revelou que os vereadores de Sorriso, Francisco das Chagas Abrantes, Gerson Luiz Frâncio, o Jaburu, e Roseane Marques de Amorim, presos por exigerem propina e extorquirem o prefeito Clomir Bedin, o Chicão (PMDB), exigiam até R$ 500 mil para aprovarem matérias de interesse do executivo na Câmara.

Além disso, os parlamentares recebiam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por mês, quantia chamada de "mensalinho". Também constam como benefícios ao grupo o pagamento de conserto e parcelas de carro e até pedido de emprego para o namorado da vereadora Roseane.

Outra exigência do grupo, capitaneado pelo ex-presidente da Câmara, Francisco Chagas Abrantes, era a venda de espaço na TV TV Sorriso (afiliada da Record), de propriedade da esposa de Abrantes, Filomena Maria Abrantes, também presa na Operação. "Caso contrário, matérias dedpreciativas ao grupo de Bedin eram divulgadas na televisão", revelou o promotor Sérgio da Silva Costa.

O promotor disse ainda que outros dois vereadores são investigados por suspeita de participarem das fraudes. Porém, contra eles não existe provas concretas, como gravações, exigindo propina.

Durantes as investigações, segundo o promotor, ficou nítido que o grupo de oposição a gestão Bedin, que era maioria na Câmara, pressionava o prefeito que tinha apenas dois vereadores em sua base. "Como presidente da Casa, o Chagas tinha a prerrogativa para escolher as matérias mais urgentes a serem votadas, por isso era fácil pressionar”, disse o promotor.

O quatro presos na Operação Decoro foram transferidos para a capital. Eles deverão ser indiciados por extorsão e formação de quadrilha e podem pegar pena que varia de 3 a 11 anos de prisão.

Além do prefeito, o grupo de vereadores assediava e pressionava secretários municipais. Dois deles, Santinho Augusto Salermo (Indústrtia e Comércio), e Zilton Mariano de Almeida (Procuradoria), foram os autores das denúncias. Eles também foram os responsáveis pelas gravações que revelaram boa parte do esquema.