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Justiça revoga prisões de irmãos acusados de explorar garimpo ilegal em Aripuanã

Data: Sábado, 26/10/2019 17:34
Fonte: MÍDIA NEWS/ DIEGO FREDERICI
Willian Ribeiro e Wilson Ribeiro Filho estavam presos desde setembro; eles terão que cumprir cautelares.
Justiça revoga prisões de irmãos acusados de explorar garimpo ilegal em Aripuanã

O juiz substituto da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, João Azambuja, revogou as prisões de dois irmãos envolvidos num esquema de extração e comércio ilegal de ouro na Amazônia Legal que movimentou R$ 200 milhões.

Willian Ribeiro e Wilson Ribeiro Filho foram presos na deflagração da operação “Trypes”, que investiga o caso, em setembro de 2019.

De acordo com informações da decisão, mesmo fora da cadeia, porém, os irmãos terão que cumprir outras medidas cautelares, como manter atualizado seus endereços residenciais no processo e atender a todas as convocações da justiça e comparecer a cada dois meses no juízo da comarca de seu domicílio para justificar suas atividades.

 Eles também estão proibidos de frequentar a Fazenda Dardanelos, ou outros garimpos da região de Aripuanã (1.050 KM de Cuiabá), além de serem obrigados a utilizar a tornozeleira eletrônica.

A defesa de ambos os irmãos, feita pelo advogado Válver Melo, sustentou que com a deflagração da 2ª fase da operação “Trypes” – ocorrida no dia 7 deste mês de outubro -, não havia mais razões para manter as prisões uma vez que o garimpo onde o ouro era extraído foi fechado.

De acordo com informações, o garimpo ilegal estaria causando grande impacto social no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas e prostituição. Os casos de malária também subiram na cidade de Aripuanã.

No dia 26 de setembro de 2019 a mesma operação desarticulou uma organização criminosa atuante na extração e comercialização ilegal de ouro da Amazônia Legal, que abrange Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Cerca de 60 policiais federais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, dois mandados de suspensão de atividade econômica, dois mandados de bloqueio de contas e seis mandados de prisão preventiva nas cidades de Aripuanã, Alta Floresta, Juína, Nova Bandeirantes e Paranaíta, todas em Mato Grosso.

Segundo a PF, as investigações apontaram que no local ocorria lavagem de dinheiro, emissão de documentos falsos e uso de contas bancárias para atividade criminosa.