Após a explosão na zona portuária de Beirute, capital do Líbano, o preço do petróleo no mercado internacional passou a subir e encerrou os negócios desta terça com ganhos. O barril do WTI (referência da produção americana) avançou 1,68%, a US$ 41,70. Já o Brent (referência internacional) subiu 0,63%, valendo US$ 44,43. Até o início da tarde, a cotação da commodity estava em queda.
As autoridades libanesas ainda não sabem qual a causa do acidente, mas o governo confirmou que a explosão "deixou um número alto de feridos e causou danos à cidade".
Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, destaca que a subida na cotação do petróleo está relacionada com uma resposta imediata do mercado ao fato.
— O que observamos é o mercado fazendo um ajuste após o susto causado pela confirmação da explosão. É uma resposta imediata, motivada pela falta de informações sobre a real causa do acidente e da áreas afetadas — disse.
Na parte da manhã, a cotação da commodity operava em queda, por conta de temores dos investidores a respeito da retomada da atividade econômica global. Até por volta do meio-dia, o Brent caía 1,65%, a US$ 43,41. O WTI, por sua vez, perdia 1,66%, com o barril negociado a US$ 40,33.
— Por ora, não há informações concretas sobre a dimensão da explosão e nem sua causa. O petróleo sobe em meio a este cenário de incertezas — destaca Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.
Ele avalia que, caso seja confirmado que a explosão não foi um acidente, é possível que os preços da commodity subam ainda mais:
— Caso, por exemplo, as investigações apontem que foi um ataque terrorista, haverá um aumento nas tensões. Isso tende a causar uma cotação mais alta do preço do petróleo por conta de uma ideia de que a oferta pela commodity seria reduzida.
Diante do acirramento dos atritos entre americanos e chineses, além do recente acidente no Líbano (cujas causas ainda não são conhecidas), o ouro alcançou novos recordes nesta terça.
Em uma sessão marcada pela incerteza, o mineral, considerado um ativo de proteção em meio a momentos de tensão, atingiu a máxima histórica de US$ 2.024 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). O metal dourado fechou com alta de 1,74%, valendo US$ 2.021.
— A incerteza desta terça favoreceu os investimentos de proteção, especialmente o ouro. Tendo em vista que a explosão ainda não tem causa definida, e que americanos e chineses devem continuar com atritos, amenta a demanda pelo mineral, fazendo a cotação subir — destaca Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos.