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Liderança indígena de Aripuanã morre de parada cardíaca após cirurgia

Data: Quinta-feira, 06/08/2020 23:28
Fonte: TOP NEWS
Liderança indígena de Aripuanã morre de parada cardíaca após cirurgia

O engenheiro florestal Audecir Arara, 40 anos, conhecido carinhosamente por Quina, uma das principais lideranças indígena de Aripuanã, morreu na tarde desta quinta-feira (06), depois de passar por um procedimento cirúrgico no Hospital e Maternidade Santa Helena em Cuiabá.

De acordo com amigos próximos, o Audecir Arara teria feito uma cirurgia no mês de março desse ano no intestino e recentemente voltou a ter dores e com novos exames, teve que passar por outra cirurgia. Ele sofreu parada cardíaca e não resistiu.

Ele era servidor publico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aripuanã. Apontado como um grande “Guerreiro da Paz”, um verdadeiro conciliador em achar soluções para os problemas mais impossíveis, como destacou a Equipe Comtexto e PDCA Social.

O corpo de Audecir Arara “Quina” chegará ao município, por volta das 10 horas desta sexta-feira (07) e o velório será realizado na Capela da Saudade (AMEA), e o sepultamento está previsto para as 16 horas, no Cemitério Municipal de Aripuanã.

Em Nota

Hoje recebemos consternados a notícia do falecimento de Audecir “Quina” Arara, do povo Arara do Rio Branco, de Aripuanã no Mato Grosso, devido a complicações pós-operatórias (não foi covid).

O movimento indígena, em especial do Noroeste de Mato Grosso e de Aripuanã, perde uma grande liderança. Quina era um “guerreiro da paz”, muito habilidoso no diálogo, na conversa, na articulação, na conciliação, em achar soluções para os problemas mais impossíveis.

Sempre com um sorriso no rosto e bom humor cativante!

Desde jovem, participou ativamente das atividades de luta pela retomada do território Arara e depois na consolidação das aldeias na Terra Indígena. Também era ativo no movimento indígena do Noroeste do Mato Grosso e Amazônia.

Formado em Engenharia Florestal, apoiava não apenas o povo Arara, mas também os Cinta Larga na elaboração e execução de projetos, gestão das associações, acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental, planejamento dos trabalhos nas comunidades e nas discussões com Funai, Sesai, empreendedores e instituições. Era muito animado e ainda arrumava tempo para treinar os times de futebol da comunidade!

Depois que se formou, com apoio de uma bolsa de um programa de compensação ambiental, dizia que, como contrapartida, faria dois anos de trabalho voluntário para as associações indígenas do seu povo.

E lá se foram mais de 05 anos de apoio voluntário, não só para a associação dos Arara como para os Cinta Larga também, tamanha era a generosidade do Quina, uma pessoa querida por todos aqueles com quem conviveu!

De nossa parte, perdemos um grande amigo e parceiro de trabalho, que sempre participou de forma engajada e colaborativa em todas as atividades. Sabia fazer elogios para animar e críticas – sempre construtivas – para melhorar os resultados do trabalho, principalmente na consideração da opinião das comunidades indígenas.

Vai com Deus, querido Quina!

Que por aqui ficaremos com saudades, muitas saudades.

Equipe Comtexto e PDCA Social