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Após vitória, Emanuel chora ao lembrar vídeo: "não sou ladrão, nem corrupto"

Data: Segunda-feira, 30/11/2020 08:30
Fonte: FOLHAMAX/ WELINGTON SABINO
Prefeito reforçou que era a pessoa errada, na hora errada
Após vitória, Emanuel chora ao lembrar vídeo: "não sou ladrão, nem corrupto"

Num desabafo emocionado em seu primeiro pronunciamento após a votação que o reelegeu para mais 4 anos de mandato, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que foi "injustiçado e atacado sem merecer" desde a divulgação pela primeira vez, em agosto de 2017, do vídeo no qual ele recebia maços de dinheiro e guardava no bolso do paletó.

Disse que por causa da gravação, durante toda a campanha eleitoral, "apanhou de manhã, de tarde, de noite e de madrugada", mas ainda assim conseguiu ser o vitorioso, pois em sua avaliação a população cuiabana soube “separar o joio do trigo”.  

O vídeo em questão faz parte da delação do ex-governador Silval Barbosa e foi gravado por Silvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval. Ambos afirmaram em acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que o dinheiro que Pinheiro recebia era propina e mensalinho em troca de apoio ao então governador na Assembleia Legislativa.  

Por sua vez, Pinheiro nega que recebia propina quando foi filmado. Segundo ele, estava lá para receber um dinheiro do irmão Popó Pinheiro, de pesquisas eleitorais que Silval devia.

“É uma injustiça o que fizeram comigo e por isso que vou emocionar, porque a população cuiabana é maravilhosa. Eu não sou ladrão, eu não sou corrupto, eu fui humilhado durante todo esse tempo que não podia falar porque o processo corria em segredo de justiça”, disse o emedebista

Emanuel seguiu, dizendo que não enriqueceu nos mais de 30 anos de vida pública. “Eu moro há 25 anos nessa casa onde o Emanuelzinho e o Elvis [filhos] nasceram. Não tenho fazendas, não tenho gado, não tenho nenhum outro patrimônio”, afirmou o emedebista embargando a voz em alguns momentos.

Ele estava ao lado dos filhos e da esposa, Márcia Pinheiro, ao conceder a coletiva nas dependências de sua residência.  Para sustentar sua afirmação de que não é corrupto, disse que os patrimônios da família são financiamentos e estão devidamente registrados na declaração de imposto de renda, compatíveis com a renda familiar.

“É a única casa, único patrimônio que eu tenho e sou taxado por causa de uma imagem onde eu fui usado, já mostramos isso, já falei sobre isso, inclusive na campanha, agora que eu pude falar. Eu fui o homem errado, na hora errada, por puro oportunismo, leviandade, irresponsabilidade e por tentar o poder pelo poder me agrediram, me humilharam, bateram em mim 24 horas por dia ao longo dos últimos 2 anos e meio”, colocou o gestor.

Ao término da apuração pela Justiça Eleitoral, Emanuel Pinheiro foi reeleito com 135.871 votos (51,15%) enquanto o adversário Abílio Brunini (Podemos) acabou derrotado com 129.777 votos (48,85%).