O último caso de registro de febre aftosa em Mato Grosso ocorreu em 1996. Ou seja, o estado está há 25 anos sem ocorrência da doença.
Além disso as campanhas de vacinação do rebanho bovino de mais de 31 milhões de cabeças, sendo maior do país, tem sido superior a 99% dos animais. Desde 2005 a vacinação obrigatória acontece em duas etapas: uma em maio e a segunda no mês de novembro.
Em setembro de 2020, o Ministério da Agricultura – Mapa, reconheceu oficialmente o município de Rondolândia e parte de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína, perfazendo cerca de 800 propriedades rurais, como livre de febre aftosa sem vacinação.
Status que no dia 10 deste mês, teve o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Aninal – OIE, que deverá ser oficializado em maio, durante Assembleia Mundial dos Delegados da Organização.
O diretor técnico do Instituto de Defesa Agopecuária de Mato Grosso – Indea, Renan Tomazele, destacou que o reconhecimento internacional é resultado do trabalho realizado pelo Estado em conjunto com o setor privado.
Sonora Renan Tomazele
E os pecuaristas mato-grossenses comemoraram mais este avanço que significa muito para a pecuária mato-grossense. De acordo com o presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal – Fesa-MT, membro da diretoria da Famato, e pecuarista, Antônio Carvalho de Sousa, o reconhecimento da OIE é um marco para Mato Grosso que há 60 anos vacina o rebanho.
Sonora Antônio Carlos Carvalho de Sousa
Além de parte de Mato Grosso, o reconhecimento abrange também os estados do Paraná, do Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e Sul do Amazonas./ No Brasil, apenas Santa Catarina possui status de livre de aftosa sem vacinação.