Dezenas de comerciantes saem em carreata na tarde desta quinta-feira (01), em Aripuanã, para pressionar pela reabertura do comércio na cidade. Decretos municipal e estadual determinaram o fechamento dos estabelecimentos comerciais não essenciais por 10 dias por conta da pandemia de Coronavírus.
Vários carros saíram, por volta das 16 horas, da Praça do Jardim Planalto e percorreram rua e avenidas, em direção a Prefeitura Municipal, no centro da cidade, onde a mobilização foi encerrada, entregando manifesto ao prefeito em Exercício Luciano Vasconcelos da Costa e a prefeita Seluir Peixer Reghin.
A prefeitura publicou, na terça-feira (30), um novo decreto com as medidas de combate e prevenção à Covid-19. Entre as restrições, está à adoção de quarentena pelo período de 10 dias, além do funcionamento apenas de atividades essenciais. A proibição de venda de bebidas alcoólicas também faz parte do pacote.
De acordo com o decreto as medidas temporárias e emergenciais devem zelar pela necessidade, adequação, razoabilidade e proporcionalidade, tendo a necessidade de garantir segurança jurídica às atividades privadas essenciais à saúde, segurança e sobrevivência da população, sem prejuízo da manutenção das medidas sanitárias preventivas à disseminação do Coronavírus.
A presidente da Associação Comercial de Aripuanã (ACIA) Fabiane Ferreira relatou que espera fortalecer o comércio local, que acabou de passar por um momento difícil com as fortes chuvas na cidade, e agora tem que passar por mais esse problema, com esses decretos que foram impostos pelo governador e pelo prefeito.
“A gente queria pedir os bons olhos dos governantes da nossa cidade para olhar para os comerciantes, para que revejam esse decreto de uma forma ampla, para que as pessoas possam continuar o seu trabalho de forma consciente, educada, de forma que agrega a Vigilância Sanitária, a saúde”, enfatizou Fabiane.
Um dos empresários que estava no manifesto desabafou e considera a testagem uma responsabilidade do Estado e classifica de absurda a tentativa do governador de jogar a responsabilidade para os empresários, que em geral, já gastaram mais do que podiam e estão seguindo todas as regras impostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
“É um absurdo que o Estado passe uma responsabilidade do governo aos empresários que mal estão conseguindo recuperar os prejuízos causados pela pandemia e ainda manterem seus estabelecimentos abertos. Tem que resolver o problema da saúde, mas não pode esquecer da economia da nossa cidade”.
Dono de conveniência também se manifestou contra o decreto municipal “Muitas empresas não estão tendo como pagar seus alugueis, colaboradores e outras responsabilidades. Todas estão seguindo os decretos e usando as EPIs, álcool em gel, utilizando e oferecendo máscaras, orientados pela OMS. Não podemos pagar pela falta de estrutura na saúde do Estado”, pontou.
Acia informou que foi uma carreata e uma discussão de auto nível, como deveria ser. O manifesto foi pautado na segurança de todos. Os empresários demonstraram um grau de comprometimento e solidariedade com a nossa população e pediram apoio da gestão na flexibilidade do decreto.
Através de boletim informativo, a Acia avisa a população aripuanense que a entidade não tem participação na manifestação que foi realizada paralela, durante o inicio da tarde de hoje, que resultou no fechamento da ponte do Rio Aripuanã, que da acesso as comunidades de Conselvan e Projeto Lontra.
Segundo informações, nesta manifestação, eles estão cobrando da gestão municipal um posicionamento, devido ao decreto municipal que libera as indústrias madeireiras e setor mineral, que envolve milhares de funcionários a trabalhar e os pequenos comércios não podem, alegando que todo mundo precisa trabalhar e colocar o que comer nas suas casas.