ARIPUANÃ, Sábado, 19/06/2021 -

NOTÍCIA

Castanha-do-pará produzida por mulheres e indígenas em MT é vendida ao mercado internacional

Data: Quinta-feira, 10/06/2021 14:47
Fonte: Por G1 MT

Uma cooperativa formada por mulheres e indígenas, em Juruena, 893 km de Cuiabá, cultiva castanha-do-pará que é vendida para o mercado internacional. Pelas mãos de mais de 400 pessoas, sendo 80% mulheres e indígenas, a castanha vira óleo, farinha, e também é comercializada desidratada para empresas reconhecidas no mercado interno e externo.

O objetivo da criação do grupo é a comercialização sustentável para proteger as florestas e melhorar a subsistência na Amazônia.

No Dia Mundial do Meio Ambiente (5), o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, visitou o projeto de produção sustentável.

Atualmente, a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), além de Juruena, comercializa a produção nos municípios de Juína, Castanheira, Cotriguaçu, Colniza, Aripuanã, Juara e Brasnorte.

Por meio do projeto também foi possível fazer uma análise de mercado e um novo plano de posicionamento para aumento de vendas nacional e internacional.

No ano passado, a cooperativa fez uma parceria com a Gebana – rede de acesso ao mercado para produtores em regiões desfavorecidas -, que realizou a primeira compra de contêiner de 16 toneladas de castanhas.

Ao todo, a cooperativa comercializou três contêineres de 16 toneladas cada para a empresa e assinou contrato para Safra deste ano.

A Gebana é responsável por fazer a exportação de produtos orgânicos feitos por pequenos produtores. Em 2003, a empresa começou a vender seus produtos e abriu a primeira loja virtual orgânica e de comércio justo na Suíça. A ligação direta entre famílias de agricultores e consumidores permanece única até hoje.

De acordo com a cooperativa, a empresa também já demonstrou interesse em estender os contratos para os próximos anos.

A América Latina abriga 22% das áreas florestadas em todo o mundo. Só o Brasil contém a maior área florestal do mundo. São 62% do território coberto por floresta, grande parte dela situada na bacia amazônica, que é a maior massa contínua de florestas tropicais do mundo.

O programa visa aumentar o valor da grande quantidade de florestas nativas ainda existentes na América Latina, facilitando opções economicamente viáveis para as comunidades locais.