Diversos fatores podem provocar dores nas costas. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), a dor na região lombar, também conhecida como lombalgia, acomete a parte inferior da coluna vertebral e está entre as mais comuns em pessoas de ambos os sexos.
Entre os problemas mais comuns que podem causar esse tipo de desconforto estão: distensão, contratura, má postura e entorse. Contudo, quando a dor é causada por uma hérnia de disco, o paciente consegue perceber na hora do que se trata, uma vez que o incômodo é muito mais forte e, geralmente, costuma vir acompanhado da sensação de queimação e pontadas.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem com a hérnia de disco. A doença atinge homens e mulheres, tendo maior incidência em pessoas com idades de 50 a 60 anos. No entanto, é cada vez mais comum ouvir relatos de adultos jovens - com menos de 30 anos - que já tenham recebido esse diagnóstico e enfrentado um quadro de desconforto em razão da hérnia de disco.
Quando os primeiros sintomas da hérnia de disco começam a aparecer, tanto na região lombar da coluna quanto na região cervical, muitos pacientes recorrem imediatamente ao atendimento médico. O ideal é procurar um especialista sempre que perceber algo fora do habitual, ou que seja uma dor persistente por alguns dias. Exames como ressonância magnética podem ajudar no diagnóstico mais assertivo.
Como a ressonância magnética permite visualizar com mais precisão toda a área da coluna lombar e cervical, o exame ajuda na identificação de todos os problemas nas vértebras, não apenas na hérnia de disco, como também na observação de desgastes, degeneração nas articulações, deslocamentos e traumas.
Outro exame indicado para quem está com suspeita de hérnia de disco é a tomografia de coluna cervical. Hérnia, artrose, fraturas e deslizamentos vertebrais são identificados pelo médico ao analisar as imagens obtidas pela tomografia.
A hérnia de disco é causada quando parte dos discos sai da posição natural e comprime a coluna. Esses discos, conhecidos como discos vertebrais, formam uma estrutura que evita o contato direto entre as vértebras e amortece alguns impactos gerados por certos movimentos feitos pelo corpo humano, como saltos e pulos. As regiões lombar e cervical são as mais atingidas, principalmente por serem as que ficam mais expostas ao movimento e as que suportam mais carga.
É por conta disso que dores nas costas, formigamento, dificuldade para ficar sentado por mais de 10 minutos e fraqueza muscular, nas pernas e nos pés, são os principais sintomas de hérnia de disco.
A doença não tem uma causa específica, mas o envelhecimento natural do corpo e fatores genéticos são mais preponderantes para o surgimento dos casos.
Outro hábito ruim que pode favorecer o surgimento da hérnia de disco é manter uma má postura por muito tempo. Além disso, somam-se a outros fatores de risco o sedentarismo, as atividades repetitivas à exaustão e o excesso de peso.
Existem três tipos de hérnia de disco. A mais comum dentre elas é a hérnia protusa, que ocorre quando o disco está intacto, mas já apresenta desgaste. Já a hérnia extrusa acontece quando o disco está deformado. Por último temos a causa mais grave, a hérnia sequestrada, que é quando o disco está tão danificado que pode até se dividir em dois.
Na maioria dos casos, a hérnia de disco é tratada com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo médico. Podem ser necessárias, ainda, sessões de fisioterapia que ajudam no processo de cicatrização do disco.
Movimentar o corpo durante o tratamento também ajuda, com exercícios orientados por profissionais capacitados, como RPG ou pilates. De acordo com o Ministério da Saúde, em apenas um mês, 90% dos portadores de hérnia de disco estão aptos para reassumir suas atividades rotineiras.
Quando o tratamento não chega ao resultado esperado, a hérnia pode ser tratada com cirurgia, apenas quando há sinais de perda de força e de sensibilidade.
Como todo procedimento cirúrgico, essa alternativa envolve alguns riscos. Por isso, esta cirurgia só deve ser realizada em pacientes que sentem dor insuportável e não tiveram melhora com os tratamentos convencionais. Os riscos são mínimos e envolvem infecções, sangramentos e dificuldade para movimentar a coluna.