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NOTÍCIA

MT cita baixo volume de Manso e não descarta 'apagão'

Mauren Lazzaretti afirma que Estado não está imune a crise energética nacional

Data: Quinta-feira, 02/09/2021 14:09
Fonte: A GAZETA

O risco de apagão em Mato Grosso não é descartado pela Secretaria de Meio Ambiente caso a situação dos reservatórios de água não melhorem em breve. Mauren Lazzaretti, secretária da pasta, explica que todo o país está na mesma situação e que o Estado também sofrerá as consequências.   

“Se nós tivermos um apagão, ele vai ser para o país todo e não temos um benefício em relação a isso. Então é um risco que o Brasil todo corre, se não tiver condição de suprir essa baixa na geração de energia, por conta de os reservatórios estarem abaixo dos níveis normais, é o que vamos ter que conviver. Todos os nossos reservatórios estão abaixo da expectativa, basta ver que Manso está 5 metros abaixo do que era esperado”, disse a secretária.  

De acordo com Lazzaretti, a Sema tem acompanhado o monitoramento da Furnas quanto ao nível de água na usina de Manso e ressaltou que a Sema chegou a agir em sentido contrário à recomendação da Organização Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pelo controle de operação elétrica no país, para garantir a reserva de água no Estado.  

“O objetivo maior era garantir o abastecimento de água, mas a seca atinge a todos os setores e não só esse reservatório, mas todos os reservatórios do Brasil estão sofrendo com essa seca extrema. É algo que a gente monitora com uma certa cautela para não causar um outro prejuízo”, explicou.

Apagão  

Em pronunciamento o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque pediu o envolvimento de toda a sociedade para evitar apagões e racionamento de energia nos próximos meses. De acordo com ele, a situação hídrica nos reservatórios das usinas é grave e soma-se à alta na tarifa para pagar a energia produzida por termelétricas e a importada de países vizinhos.  

O ministro classificou a seca como um fenômeno natural, que também ocorre em “muitos outros países” com a mesma intensidade. No entanto, ressaltou que a estiagem terá impacto sobre a geração de energia na maior parte do país.  

“A nossa condição hidroenergética se agravou. O período de chuvas na região Sul foi pior que o esperado. Como consequência, o nível dos reservatórios de nossas usinas hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste sofreram redução maior que a prevista”, declarou.  

O governo, de acordo com o ministro, tem usado todos os recursos disponíveis e tomado medidas extraordinárias para garantir o fornecimento de energia. Algumas das ações geraram custos que serão repassados à conta de luz, como a ativação de usinas termelétricas e a compra de energia de países vizinhos.