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Cuiabá espera faturar R$ 80 milhões em 2022

Data: Segunda-feira, 13/12/2021 16:45
Fonte: Oliveira Júnior - Editor de Esportes de A Gazeta
Cuiabá espera faturar R$ 80 milhões em 2022

Com 20 anos de fundação completados no último domingo (12), o Cuiabá se prepara para o melhor ano de sua breve trajetória no futebol. O clube fundado em 2001 pelo ex-jogador Gaúcho, e atualmente gerido pela família Dresch, dona da empresa Drebor Borrachas, terá um calendário cheio, mas os cofres também.

Além do Campeonato Mato-grossense, disputará a Copa do Brasil, a Sul-americana e a Série A pela segunda vez. “Esperamos faturar algo em torno de R$ 80 milhões ano que vem”, afirma o vice-presidente do clube, Cristiano Dresch, responsável direto pelas contratações e os negócios do clube empresa.

Nesta entrevista exclusiva, concedida para A Gazeta, Cristiano fala dos percalços ao longo da temporada, destaca o trabalho do técnico Jorginho, que deve permanecer, e a da importância da presença da torcida, que fez o clube crescer no momento certo, dentro e fora de campo.

A Gazeta - A diretoria contava com essa vaga na Copa Sul-americana na última rodada?

Cristiano Dresch - Como se desenhou o Campeonato desde o início, não era muito falado internamente, mas a gente acreditava sim, principalmente pela colocação que tivemos no segundo turno, ficando entre o oitavo e o décimo segundo lugar, acreditava sim.
A Gazeta - Em qual momento da competição você pensou que o time iria cair?
CD- Acho que os momentos mais críticos foram no início da competição, depois na derrota para o Palmeiras (o time perdeu de 3 x 1 para os garotos do time paulista) e para o Athletico-PR. Com o Fortaleza foi o nosso jogo chave; a vitória criou a motivação necessária para o último jogo. A chegada do Jorginho foi fundamental, trouxe confiança para o grupo. Os jogadores precisavam se sentir seguros com um comandante que montou uma forma de jogar que a gente se sentisse seguro.

A Gazeta - Quais foram os prós e contras do elenco desse ano?
CD- Tivemos um elenco muito pequeno, com 23 jogadores, muito enxuto. Se você comparar, tem times com 40 jogadores. O trabalho foi muito duro. A bola não entra só com os atacantes jogando, tem que construir jogadas, não é só o ataque que resolve. Investimos muito no sistema defensivo e não tivemos o mesmo aporte para o ataque, vamos buscar para o ano que vem.

A Gazeta - Qual o percentual de reformulação para 2022?
CD - Não será muito grande. Vários jogadores já renovaram, outros estão renovando, outros vão retornar aos seus clubes. A renovação deve ser entre 30 a 40%.

A Gazeta - A diretoria pensa em contratar algum nome de peso, alguma estrela?
CD- Não nome de peso, mas jogadores que tenham qualidade, vontade, fome de bola. A competição exige muito da condição física, é uma competição de alta intensidade. Não traremos um cara famoso, mas os que tenham como objetivo algo melhor na carreira.