Data: Quarta-feira, 22/03/2023 09:46
Fonte: Em.com.br/ Vinícius Prates
Senador rebateu as falas do presidente Lula e criticou o "linguajar". Lula disse que quando estava preso, repetia que só ficaria bem quando fodesse com Moro
O senador Sergio Moro (União-PR) disse que a única coisa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprendeu na cadeia foi o "linguajar". A declaração do parlamentar é uma crítica a presidente Lula, que afirmou que só ficaria bem quando "fodesse com o Moro".
"Eu fiquei chocado com a fala, um linguajar todo inapropriado para um presidente, e eu fico pensando o que o presidente aprendeu nesse período. Devia fazer uma reflexão e evitar todos aqueles escândalos de corrupção que aconteceram no governo do PT. Aparentemente ele aprendeu apenas o linguajar de cadeia", disse o senador em entrevista ao site Antagonista.
Apesar de ter considerado o linguajar "inapropriado" para um Presidente da República, ele, que é ex-ministro de Bolsonaro (PL), nunca criticou o linguajar do do ex-presidente, conhecido por suas falas "grosseiras" durante todo o mandato.
Para ele, a fala do presidente Lula tem o intuito de desviar a atenção dos cidadãos sobre os assuntos que realmente importam. "Essas falas inapropriadas, no fundo, são uma tentativa de diversionismo".
"Acho que o governo está indo mal. Falta projeto. Não sabemos o texto da reforma tributária até hoje. Não sabemos o arcabouço fiscal, virou o arcabouço fantasma", criticou.
Lula x Moro
O petista ficou 580 dias detido e deixou a prisão quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o cumprimento da pena deve ser iniciado após o esgotamento de todos os recursos, opondo-se à prisão após condenação em 2ª instância.
Na época, Lula ainda tinha recursos pendentes de análise nas instâncias superiores.
O senador já declarou publicamente que não "perseguia" o petista e alega que "nunca tratou o caso do ponto de vista pessoal".
Prisão em segunda instância
A proposta foi desmembrada do pacote anticrime que o parlamentar apresentou quando era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.