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Últimos vestígios do VLT são 'enterrados' na FEB

Data: Quinta-feira, 11/05/2023 09:53
Fonte: GAZETA DIGITAL/ Juliana Alves
Últimos vestígios do VLT são 'enterrados' na FEB

Duas semanas após o início da implantação do BRT (Bus Rapid Transit ou, em português, Ônibus de Trânsito Rápido), em Várzea Grande, os últimos vestígios das estruturas construídas para o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já foram retirados. Quem trabalha ou mora pela região segue desacreditado com a introdução do novo modal.

“Eu sinto uma insatisfação de saber que o nosso dinheiro foi jogado no VLT, um dinheiro que foi rasgado, que poderia ter feito tantas coisas por Cuiabá e Várzea Grande. É um sentimento muito difícil, a gente fica com uma insatisfação, revolta, a gente paga tanto imposto e dá nisso?”, comenta Érica Drumond, que tem um comércio há 25 anos na Avenida da FEB.

Quem sair de Cuiabá para entrar em Várzea Grande, através da Ponte Júlio Müller (PonteVelha), sentido centro, vai enfrentar um trânsito intenso. Apenas meia pista está liberada para carros, motos, caminhões e ônibus transitarem, fazendo com que os motoristas levem vários minutos para percorrer poucos metros.

“Eu esperava que o VLT fosse bom, que ficasse melhor para gente, que ia melhorar o movimento, mas só fez atrapalhar. Eu não sei como é o BRT, mas acho que vai melhorar. VLT ou BRT eu quero é que faça, mas o trânsito está horrível, todo parado. A gente tem cliente que vem lá do Pedra 90, Tijucal, e agora eles não vêm mais aqui, porque tem muito congestionamento, desde lá na XV de Novembro, no final da tarde para vir aqui, nem pensar”, comenta Magna Alves Martini, comerciante há 26 anos na FEB.

Mais de 10 anos após o início das obras do VLT, Érica Drumond pontua como os comerciantes foram prejudicados por todo esse período.

“Muitos clientes que vinham aqui descobriram rotas novas e os perdi. Agora o dia inteiro agora tem trânsito, principalmente nos horários de fluxo. O que gastava 2 minutos, agora leva 15”.

O projeto

O projeto de implantação do BRT, disponibilizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), explica que o modal terá 5 eixos. O ônibus deve percorrer várias avenidas entre Cuiabá e Várzea Grande.

Desde o Terminal CPA até o Terminal André Maggi. Além da área central da capital até Coxipó. De acordo com a Sinfra, ainda não há previsão de início das obras na capital.