Ex-coveiro de Aripuanã, Abel Lemes de Andrade morreu na manhã de sexta-feira, 15 de setembro, aos 88 anos após sofrer uma Insuficiência Respiratória Aguda, DPOC, sequela de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A informação foi confirmada por familiares. Ele estava internado há 42 dias e não resistiu ao tratamento.
Abel Lemes de Andrade, conhecido carinhosamente por todos de (Veio Abel) era pioneiro de Aripuanã, onde vivia com a família a 35 anos e trabalhou mais de 10 anos de funcionário público. Durante esses anos, usando somente uma pá e a força dos braços, o coveiro abriu espaço para os sepultados.
É impossível falar do Cemitério Municipal sem mencionar um de seus personagens mais célebres. O senhor alto de cabelos brancos e barba rala, era um dos coveiros mais antigos de Aripuanã. Bastava procura-lo pelo chapéu de palha, a única proteção que ele adotava contra o sol.
Durante muitos anos, Veio Abel trabalhou cumprindo seus deveres, normalmente. Aparava a grama, plantava, regava flores, fazendo limpeza e muito mais. Ele sempre dizia que o cemitério é o lugar mais tranquilo do mundo, não tinha ninguém para perturbar. No dia a dia, o coveiro aprendeu a aceitar a morte. Dizia não tinha medo dela, nem do que podia esperá-lo do outro lado.
Natural de Quirinópolis, Estado de Goiás, o pioneiro chegou na cidade de Aripuanã em 1988 e sempre e contribuiu para o desenvolvimento do município. Abel deixa a esposa Jaci Lemes de Andrade e três filhos; Albercy Lemes da Silva, Dalvely Andrade Silva e Dalmir Lemes de Andrade. Além de netos e bisnetos.
Seu corpo foi velado na Capela Mortuária da Saudade e o sepultamento aconteceu às 17 horas, no Cemitério Municipal em Aripuanã. Neste momento de dor, amigos prestaram solidariedade aos familiares. O portal de jornalismo do Top News presta também os mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos de Abel Lemes de Andrade.