Após dois meses internado em um hospital em Juína (740 km de Cuiabá), Nivaldo Ramos dos Santos, de 56 anos, conhecido como "Boneco", que foi baleado com pelo menos cinco tiros na noite de 13 de maio, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta sexta-feira (5).
O ataque contra 'Boneco' teria sido encomendado pela facção criminosa Comando Vermelho por ele supostamente estar vendendo drogas no modo 'cabritagem', ou seja, sem a bênção da facção. De acordo com as informações, o crime foi praticado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Os criminosos estavam usando capacetes e roupas pretas quando invadiram o lugar e tentaram matar Nivaldo.
Nas imagens do circuito interno de segurança, foi possível observar o momento em que um dos criminosos entra na lanchonete enquanto Nivaldo estava sozinho no balcão. Em seguida, o bandido efetua vários tiros contra a vítima que cai no chão imediatamente. O atirador ainda tenta terminar o serviço antes de fugir, mas deixa Nivaldo agonizando no chão. O vídeo mostra "Boneco" se movendo com sangue escorrendo no chão do estabelecimento.
Ele trabalhava na lanchonete onde ocorreu o crime e estava sozinho no momento da tentativa de homicídio. Wesley Costa da Silva, de 28 anos, é o atirador que realizou os disparos à queima-roupa, e Luiz Carlos Bezerra Fonseca, conhecido como Uruan, de 24 anos, foi o responsável por pilotar a motocicleta que proporcionou a fuga do comparsa.
Ambos já foram presos sob acusação de tentativa de homicídio. Segundo a investigação, os dois homens chegaram ao local do crime em uma motocicleta azul. Wesley, ex-presidiário monitorado por tornozeleira eletrônica, entrou na lanchonete e atirou. Em seguida, fugiu com Uruan, que o aguardava na motocicleta. Wesley foi localizado em uma residência do bairro Módulo 06, onde tentou negar sua participação, mas foi detido.
Luiz Carlos foi encontrado em uma obra próxima e confirmou seu envolvimento como o piloto da motocicleta. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime.