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Com aumento de casos de Chikungunya, donos de terrenos sujos serão multados sem aviso prévio em Cuiabá

Data: Sexta-feira, 28/02/2025 10:29
Fonte: Por G1 MT
Medida começou a valer nesta quinta-feira (27). As dívidas não pagas serão cobradas judicialmente, com possibilidade de penhora, de acordo com Procuradoria Geral do Município.
Com aumento de casos de Chikungunya, donos de terrenos sujos serão multados sem aviso prévio em Cuiabá

Proprietários de terrenos abandonados e sujos serão multados sem notificação prévia, devido ao decreto de emergência na Saúde causada pelo aumento de casos de dengue e chikungunya em Cuiabá. A decisão divulgada pela Secretaria de Ordem Pública começa a valer nesta quinta-feira (27).

Segundo o procurador-geral do município, Luis Antônio Araújo, as dívidas que não forem pagas serão cobradas judicialmente e inscritas na dívida ativa da Procuradoria, com possibilidade dos terrenos serem apreendidos pela Justiça até que o pagamento seja realizado.

Além do decreto, a Prefeitura de Cuiabá recomendou que proprietários limpem as calçadas e regularizem os imóveis devido à "situação muito crítica de dengue e chikungunya".

"A legislação nos permite agora não mais notificar, mas multar proprietários que não cumprem o ônus de ser proprietários de manter os terrenos limpos", disse a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares.

Mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya — Foto: Reprodução Banco de Dados

Mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya — Foto: Reprodução Banco de Dados

 

Com mais de 3 mil casos, Mato Grosso concentra a maior parte das mortes por chikungunya no Brasil em 2025. Diante do aumento no número de casos de dengue e chikungunya, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) propôs a criação de centros de triagem para agilizar o atendimento e organizar o fluxo de pacientes.

Em algumas cidades do país como Rondonópolis, o município decretou situação de emergência após o aumento dos casos, onde algumas medidas para conter a situação foram adotadas. Veja abaixo:

  • Aquisição emergencial de insumos e materiais;
  • Contratação de serviços essenciais;
  • Contratação de pessoal por tempo determinado;
  • Reorganização dos horários de atendimento nas unidades básicas de saúde;
  • Reforço das equipes médicas e de enfermagem;
  • Ampliação do estoque de insumos e medicamentos;
  • Fiscalização e aplicação de sanções.