Na noite desta segunda-feira, 30 de junho de 2025, uma mulher identificada como M.S.S.B., de 37 anos, compareceu espontaneamente à 10ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Aripuanã para se entregar, após confessar ter ateado fogo na residência de seu companheiro, localizada na rua JP3, no bairro Jardim Planalto.
Segundo o relato prestado à guarnição por volta das 21 horas, M.S.S.B., afirmou ter convivido por cerca de cinco anos com M.C., proprietário do imóvel destruído. Durante esse período, segundo ela, foi vítima de diversas agressões e episódios de tortura cometidos pelo companheiro.
A mulher relatou que, na data do ocorrido, foi até a casa onde ele reside e, ao chegar ao local, teria visto M.C., dentro de uma carreta acompanhado de outra mulher. Tomada por revolta, decidiu entrar na residência e iniciar o incêndio. As chamas consumiram completamente o imóvel.
Logo após o ato, M.S.S.B., se dirigiu diretamente ao quartel da Polícia Militar e assumiu a autoria do incêndio, demonstrando intenção de se responsabilizar pelos seus atos. Diante da confissão, os policiais militares registraram o Boletim de Ocorrência (BO) e encaminharam a suspeita à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Aripuanã, onde o caso será apurado pelas autoridades competentes.
As circunstâncias envolvendo as acusações de agressão e os desdobramentos do incêndio criminoso deverão ser investigadas pela Polícia Civil. Até o momento, não há informações sobre feridos ou sobre o paradeiro do senhor M.C., no momento do incêndio.
A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas e analisar eventuais provas para esclarecer os fatos e adotar as medidas legais cabíveis.