As famílias que ocupam há mais de 20 anos as fazendas Mirassol, Angical e Serrana - localizadas na gleba Guariba, que fica entre Aripuanã e Colniza-, podem ter um final feliz na luta pela terra. No dia 6 deste mês a juíza da 2ª Vara de Direito Agrário de Cuiabá, Adriana Sant’Anna Coningham, suspendeu um mandado de reintegração de posse em favor das pessoas que se dizem donas da propriedade - o que iria despejar as famílias.
A juíza justificou a medida revelando o cumprimento de uma decisão anterior nos autos, da segunda instância do Poder Judiciário de Mato Grosso, que também trazia manifestação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que tem interesse em desapropriar as fazendas.
Com a desapropriação, que ainda está no início de estudos, as 100 famílias poderão finalmente ser assentadas e ter o seu pedaço de terra.
Uma audiência de conciliação ocorreu na sexta-feira (13). “Proceda-se o imediato recolhimento do mandado de reintegração de posse enviado ao juízo de Aripuanã/MT por meio de carta precatória, comunicando-o da revogação da diligência; designo audiência de conciliação para o dia 13/02/2026 às 14h, na sala de audiência desta 2ª Vara Cível da capital, onde será discutida a proposta do Incra e será realizada a calendarização dos atos futuros”, determinou a magistrada.
Nos autos, as famílias ocupantes das propriedades defendem que precisariam ser indenizadas pelas construções e benfeitorias realizadas no local caso fossem expulsas, e que estão nas terras há 20 anos. As fazendas envolvidas na disputa - Mirassol, Angical e Serrana, em Aripuanã -, fazem divisa com o distrito de Guariba, na cidade vizinha de Colniza (1.064 Km de Cuiabá).