O El Niño já começou. Esse fenômeno acontece quando a média das temperaturas do Oceano Pacífico é de meio grau acima da média histórica. E na primeira semana de junho, as medições da agência norte-americana para oceanos e atmosfera apontaram 0,7 grau a mais.

Para o Brasil, o El Niño desse ano pode trazer um período de seca, com menos chuvas nas regiões Norte e Nordeste. Segundo o último boletim agroclimatológico do Inmet, isso traz preocupação para as plantações e para os níveis dos reservatórios.
Além disso, também pode haver concentração de precipitações na região Sul, principalmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pra agricultura isso aumenta a possibilidade de doenças nos cereais ainda não colhidos. As duas condições no Norte e Sul do país são semelhantes às de 2024, quando os gaúchos enfrentaram enchentes históricas.
A previsão é que o El Niño dure até o mês de fevereiro, com probabilidade das águas do Pacífico ficarem 2 graus acima da média, ou seja, mais intenso a partir do mês de novembro.
Pra esta sexta-feira, o Inmet prevê chuvas na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Isso significa temporais, rajadas de vento e até queda de granizo nos três estados do Sul. Na madrugada para o sábado, há possibilidade de geada.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, temporais e chuva intensa, principalmente em São Paulo e Minas Gerais. Todo o centro-sul mineiro, inclusive Belo Horizonte, está sob alerta laranja de perigo por causa de tempestades. A chuva só perde de força na tarde do sábado.
E no Norte e Nordeste, haverá pancadas em áreas isoladas na região Amazônica e na faixa litorânea do Maranhão até Alagoas. As temperaturas máximas chegam aos 36 graus.