A Justiça manteve a prisão preventiva de Leomar Ramos da Cruz, de 28 anos, investigado pelo feminicídio da companheira, Valquíria Araújo Lopes da Silva, de 29 anos, ocorrido no último fim de semana em Aripuanã. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada na tarde de quarta-feira (1º de julho) pelo juiz Yago da Silva Sebastião, da Vara Única da Comarca de Aripuanã.
Na audiência, o magistrado analisou a legalidade da prisão e concluiu pela manutenção da custódia do investigado, que permanecerá detido enquanto prosseguem as investigações e o andamento do processo criminal.
Durante a audiência, a defesa de Leomar solicitou a revogação da prisão preventiva. No entanto, o pedido não foi apreciado pelo juiz, uma vez que a audiência de custódia possui finalidade específica de verificar a legalidade da prisão e as condições em que ela foi realizada.
Conforme prevê a legislação, eventual pedido de liberdade deverá ser apresentado no processo principal, que tramita sob sigilo de Justiça.
Leomar Ramos da Cruz se apresentou espontaneamente à Polícia Judiciária Civil, na tarde de terça-feira (30), na Delegacia de Colniza, após permanecer foragido por cerca de dois dias.
Ele era procurado desde o feminicídio de Valquíria Araújo Lopes da Silva, ocorrido em Aripuanã. Após se apresentar às autoridades, o suspeito foi preso e colocado à disposição da Justiça.
O inquérito policial continua sendo conduzido pela Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias do crime. A investigação busca esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir os elementos necessários para a conclusão do procedimento, que será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Com a decisão da audiência de custódia, Leomar permanecerá preso preventivamente enquanto o caso segue tramitando na Justiça.