O madeireiro Vagner Gastão Capelli foi preso em flagrante na manhã de terça-feira (21), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Fazenda Mandaçaí, na zona rural de Colniza (1.065 km de Cuiabá). Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele desacatou policiais civis e militares que participavam da operação destinada à apreensão de armas de fogo.
A ordem judicial foi expedida pela Vara Única de Colniza a pedido do Ministério Público. Durante as buscas, os policiais localizaram os armamentos descritos na decisão judicial e deram voz de prisão ao madeireiro pelo desacato.
A medida faz parte de uma ação penal na qual Capelli responde por ameaça a agentes públicos, dano ao patrimônio público, crime ambiental e injúria racial. Os fatos investigados ocorreram durante uma operação de fiscalização ambiental realizada em dezembro de 2023 na Fazenda Mandaçaí.
De acordo com a denúncia do MPMT, durante a fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com apoio da Polícia Militar, o madeireiro teria resistido à ação, conduzido um trator em direção aos agentes, ameaçado buscar armas para um confronto, danificado duas viaturas da Sema com uma picareta e proferido ofensas racistas contra um servidor público.
A denúncia foi recebida pela Justiça no último dia 16 de julho, dando início à ação penal. Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu indenização pelos danos causados às viaturas oficiais e o pagamento de R$ 50 mil por danos morais ao servidor que teria sido vítima das ameaças e das ofensas raciais.