A morte do policial militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, assassinado a tiros na noite desta terça-feira (4), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, causou comoção nas redes sociais.
Descrito como um homem de "grande coração", "nobre" e "querido", ele recebeu diversas homenagens de amigos, policiais militares e integrantes do projeto social em que atuava como professor de artes marciais.
O cabo foi morto enquanto ministrava uma aula de artes marciais no 25º Batalhão da Polícia Militar, quando foi surpreendido pelo autor dos disparos.
Após o crime, o suspeito, identificado como Jhonathan Vieira dos Santos, foi imobilizado pelos próprios alunos até a chegada da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante.
Em nota, o comandante do 2º Comando Regional, coronel Ricardo Mendes, lamentou a morte do policial e destacou a rápida prisão do suspeito.
"É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo uma função social e teve sua vida interrompida covardemente. Felizmente, apesar da situação triste, conseguimos deter o assassino e levá-lo preso. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão", declarou.
Uma publicação da página Papo de Polícia – Cuiabano 40 Graus também homenageou o militar ressaltando sua dedicação ao trabalho no projeto.
"Com profundo pesar, nos despedimos do cabo Aragão, um grande policial, professor e homem de coração nobre, que dedicou sua vida a formar não apenas lutadores, mas cidadãos".
Nos comentários das redes sociais, amigos lembraram o policial pela dedicação e generosidade.
"Descanse em paz, meu amigo Renato. Era uma pessoa de uma gentileza enorme e de um grande coração", escreveu Wilson Almeida Freitas.
"Meus sentimentos a todos os familiares. Aragão fazia um excelente trabalho com jovens e crianças", comentou Lillian Lopo Bruch.
Alunos e familiares de participantes do projeto também prestaram homenagens ao professor.
"Meus sentimentos aos familiares. Um homem de coração bom, ótimo profissional. Sem palavras", escreveu um dos alunos.
"Hoje o dia amanheceu muito triste com a perda desse policial, que era uma ótima pessoa. Era professor da minha sobrinha. Ele era muito querido por todos do projeto. Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos", publicou Anair Oliveira.
O pai de um dos alunos também lamentou a morte do professor.
"Hoje o tatame ficou mais silencioso e o nosso coração, profundamente apertado. É com uma dor imensa e um sentimento de incredulidade que nos despedimos do professor de jiu-jítsu do meu filho".
"Meu filho perdeu não apenas um professor, mas um exemplo, um mentor e uma figura de grande inspiração, que guardará para sempre com carinho na memória e no coração. Descanse em paz, professor. O seu legado continuará vivo em cada valor que você plantou nos tatames e na vida dos seus alunos", acrescentou.
Suspeito preso
O suspeito do crime, Jhonathan Vieira dos Santos, ficou em silêncio durante o interrogatório na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Apesar disso, as investigações preliminares apontam que o assassinato pode ter sido motivado por questões passionais.
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação é de que Renato mantinha um relacionamento com a esposa do suspeito. Jhonathan permanece preso e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (5).