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PM e Polícia Civil apuram denúncia de sequestro e cárcere privado após três trabalhadores serem levados para construção abandonada em Aripuanã

Data: Segunda-feira, 21/09/2026 19:05
Fonte: TOP NEWS
Uma das vítimas foi encontrada ferida e recebeu atendimento no Hospital Municipal Santo Antônio; suspeitos ainda não haviam sido identificados ou localizados até o registro da ocorrência
PM e Polícia Civil apuram denúncia de sequestro e cárcere privado após três trabalhadores serem levados para construção abandonada em Aripuanã

A Polícia Militar e a Polícia Judiciária Civil apuram uma ocorrência de possível sequestro, cárcere privado e agressões registrada na manhã deste domingo (20), em Aripuanã. Três trabalhadores teriam sido obrigados a entrar em um veículo e levados para uma construção abandonada às margens da MT-208, onde, segundo o relato de uma das vítimas, foram amarrados e agredidos.

A ocorrência teve início por volta das 11h, quando uma equipe da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar de Aripuanã recebeu, por telefone funcional, informações sobre um possível caso de cárcere privado.

Os policiais foram até o local indicado e encontraram uma equipe de investigadores da Polícia Judiciária Civil de plantão. Durante o compartilhamento das informações, foi relatado que um veículo Chevrolet Vectra, de cor cinza, ocupado por três pessoas, teria sido utilizado na ação.

Durante as diligências, as equipes localizaram o Vectra quebrado no acostamento da Serra da Faxinal, na MT-208.

Foi realizada busca no veículo, seguindo os procedimentos operacionais adotados pela Polícia Militar. Na sequência, policiais militares e civis foram até uma construção abandonada nas proximidades, na tentativa de localizar as possíveis vítimas e os suspeitos, mas ninguém foi encontrado naquele momento.

Enquanto as buscas continuavam, as equipes receberam uma nova informação do Hospital Municipal Santo Antônio: um homem havia dado entrada na unidade de emergência apresentando diversos ferimentos pelo corpo.

Após o veículo ser retirado do local por meio de guincho, os policiais foram até o hospital para verificar a situação.

A vítima, identificada pelas iniciais R.M., de 35 anos, contou aos policiais que estava na noite anterior em uma boate localizada na Rua dos Patos, na Vila Operária, acompanhado de dois colegas de trabalho. Segundo o relato, os três consumiam bebidas alcoólicas quando um homem alto e moreno teria se aproximado, tirado algumas fotografias e deixado o estabelecimento sem dizer o motivo.

Na manhã seguinte, conforme o depoimento registrado, um Vectra cinza com três homens teria chegado ao local onde as vítimas trabalhavam.

Ainda segundo R.M., os homens obrigaram os três trabalhadores a entrar no veículo sob a justificativa de que iriam até uma chácara para conversar. Durante o deslocamento, as vítimas teriam questionado o motivo da abordagem e recebido como resposta que elas seriam proibidas de usar drogas dentro da boate.

O deslocamento, porém, foi interrompido depois que o Vectra apresentou pane mecânica.

De acordo com o relato da vítima, os três suspeitos e as vítimas seguiram a pé até uma construção abandonada localizada às margens da rodovia. No local, os três trabalhadores teriam sido amarrados pelas mãos e pelos pés com cordas e agredidos.

Em determinado momento, as vítimas conseguiram se soltar e entraram em luta corporal com os suspeitos. Na sequência, correram em direção à rodovia em busca de ajuda.

R.M. relatou aos policiais que teria sido a vítima que sofreu mais agressões durante a ação.

Os outros dois trabalhadores foram identificados pelas iniciais A.J.A.O., de 26 anos, e A.C.S., de 24 anos. Segundo as informações registradas na ocorrência, ambos seguiram em direção a uma área de mata.

As equipes policiais foram até o alojamento onde os trabalhadores estavam hospedados para buscar mais informações.

No local, o encarregado da obra informou que A.J.A.O. e A.C.S. já haviam retornado ao alojamento e estavam bastante assustados.

Até o momento do registro da ocorrência, os três suspeitos não haviam sido identificados nem localizados.

O Vectra utilizado na ação foi encaminhado para a Delegacia de Polícia, onde deverá permanecer à disposição para os procedimentos de investigação e demais providências relacionadas ao caso.

A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do episódio, identificar os envolvidos e esclarecer a motivação da ação. Os relatos das vítimas também deverão ser confrontados com outros elementos que possam contribuir para a investigação.