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Operação destrói 22 dragas usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira

Data: Segunda-feira, 28/09/2026 15:38
Fonte: EM TEMPO
Ação da PF e do Ibama também apreendeu arma, munições e embarcações durante fiscalização no Amazonas.
Operação destrói 22 dragas usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira

A Polícia Federal (PF), em ação integrada com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), destruiu 22 dragas utilizadas na extração ilegal de ouro e cinco embarcações durante a Operação Hidra Dourada, realizada entre os dias 21 e 25 de setembro no Rio Madeira.

A fiscalização ocorreu no trecho entre os municípios de Autazes e Novo Aripuanã, no Amazonas, com o objetivo de combater o garimpo ilegal e reunir informações sobre a estrutura econômica e logística que sustenta a atividade.

Operação realizou 18 ações

Durante quatro dias de fiscalização, as equipes realizaram 18 ações, que resultaram na lavratura de dois autos de infração, 17 termos de apreensão e 18 termos de destruição.

Além das dragas, foram destruídas cinco embarcações utilizadas no suporte logístico da atividade.

Os agentes também apreenderam uma arma de fogo calibre 9 mm, munições e três aparelhos celulares. O material será analisado e poderá contribuir para as investigações em andamento.

Investigação mira estrutura do garimpo

A Operação Hidra Dourada também busca reunir elementos para aprofundar as investigações sobre a cadeia econômica e logística que sustenta a atividade ilegal no Rio Madeira.

A partir dos materiais apreendidos, as autoridades poderão identificar outros envolvidos e estruturas relacionadas à extração ilegal de ouro na região.

Licenças para dragagem têm área restrita

A ação ocorre dias depois de a Justiça Federal determinar o restabelecimento de seis licenças para extração de ouro por dragagem no Rio Madeira.

A autorização, porém, é restrita a uma área de 14.747,63 hectares entre Humaitá e Manicoré e não representa uma liberação geral do garimpo em todo o rio.

As licenças foram originalmente concedidas em 2017 às cooperativas COOGAM e COOEMFAM e restabelecidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) após determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A atividade está sujeita a 22 condicionantes ambientais, incluindo restrições para operações próximas às margens, igarapés, lagos, canais de navegação e áreas de reprodução de quelônios.

O trecho fiscalizado pela Operação Hidra Dourada, entre Autazes e Novo Aripuanã, não está abrangido por essa autorização específica.