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Polícia Militar apreende três armas de fogo e prende dois homens na região da Aldeia Arara, em Aripuanã

Data: Segunda-feira, 02/11/2026 14:52
Fonte: TOP NEWS
Ocorrência foi registrada na manhã de domingo, na região da Ponte Nova do Rio Branco, a aproximadamente 40 quilômetros da cidade; uma denúncia relatou um disparo de arma de fogo que não atingiu a vítima.
Polícia Militar apreende três armas de fogo e prende dois homens na região da Aldeia Arara, em Aripuanã

Dois homens, de 42 e 48 anos, foram presos pela Polícia Militar na manhã de domingo, após uma ocorrência envolvendo uma denúncia de disparo de arma de fogo na região da Ponte Nova do Rio Branco, na área da Aldeia Indígena Arara, localizada a aproximadamente 40 quilômetros de Aripuanã.

De acordo com informações da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (10ª CIPM), por volta das 10h, a equipe recebeu mensagens e uma ligação pelo WhatsApp de um homem de 47 anos, que relatou ter sido alvo de um disparo de arma de fogo efetuado por outro homem, de 42 anos.

Segundo o comunicante, a situação teria ocorrido na comunidade e o disparo não o atingiu porque terceiros conseguiram segurar a arma no momento em que ela foi acionada.

Após receber a denúncia, a guarnição informou o comandante da unidade e foi autorizada a se deslocar até o endereço indicado.

Conforme o boletim policial, ao chegar ao local, os militares visualizaram o homem apontado na denúncia. Ao perceber a presença da equipe, ele teria corrido para os fundos da residência e arremessado um estojo, ação que foi observada pelos policiais.

No interior do objeto, a equipe encontrou uma espingarda calibre .24, sem marca e sem número de identificação, desmontada e com um cartucho na câmara. Durante as buscas, também foi localizada uma sacola contendo cinco cartuchos intactos do mesmo calibre.

Ainda no local, os policiais abordaram outro homem, de 48 anos, que estava sentado sobre uma mochila. Dentro dela foi encontrada uma pistola calibre .380, com numeração suprimida, municiada e carregada, além de três munições intactas e um carregador.

A equipe também recebeu informações de pessoas que estavam na comunidade de que o homem de 42 anos possuiria outra espingarda, calibre .22, guardada na parede de sua residência. Os policiais foram até o imóvel e localizaram a arma pendurada em um prego.

Questionados sobre a documentação e autorização para posse das armas, os dois homens informaram, segundo a PM, que não possuíam os documentos necessários.

Diante da situação, os dois receberam voz de prisão, em tese, por crimes relacionados à posse ou ao porte irregular de arma de fogo. Conforme a Polícia Militar, ambos foram informados sobre seus direitos constitucionais, inclusive o direito de permanecer em silêncio.

A equipe informou que realizou o uso de algemas no local, considerando o risco de fuga e a possibilidade de perigo à integridade física dos envolvidos e dos policiais. Posteriormente, já na sede da 10ª CIPM, as algemas foram retiradas após a avaliação de que não havia mais riscos aparentes que justificassem sua manutenção.

Ainda segundo o registro, os dois homens não apresentavam lesões corporais aparentes. Durante a elaboração da ocorrência, compareceram um advogado e a filha de um dos conduzidos. A PM também informou que tentou contato com o chefe da Funai em Aripuanã, por meio do WhatsApp, mas não obteve êxito.

Materiais apreendidos

Ao todo, foram apreendidos:

  • Uma espingarda calibre .24;

  • Uma espingarda calibre .22;

  • Cinco cartuchos intactos calibre .24;

  • Uma pistola calibre .380 com numeração suprimida;

  • Três munições intactas calibre .380;

  • Um carregador de pistola calibre .380.

Os dois homens e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde foram apresentados para as providências cabíveis.

As circunstâncias da denúncia de disparo e as demais condutas relatadas deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. Os envolvidos são tratados como suspeitos, e a responsabilidade criminal depende da investigação e das decisões da Justiça.