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MT: abate diário fica reduzido em 15% com parada do Frialto

Data: Quinta-feira, 27/05/2010 00:00

Fonte:diariodecuiaba

Abate diário fica reduzido em 15% no MT com venda do Frialto
Frialto confirmou ontem que entrou com pedido de recuperação. Alguns municípios ficarão com apenas uma opção para o abate. O que era temido pelos pecuaristas de Mato Grosso se tornou realidade. O frigorífico Frialto confirmou ontem (25) que entrou com pedido de recuperação judicial na última segunda-feira, na Justiça de Sinop, sede do grupo. Com a suspensão das atividades dos matadouros nas três unidades no Estado, o abate diário fica reduzido em 15%, já que diariamente eram abatidos cerca de 2,479 animais, num universo de cerca de 17 mil em Mato Grosso. Conforme dados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), antes da crise do Frialto havia 15 unidades em recuperação e agora somam 18.

Para o segmento, pior que contabilizar menos um grupo em atividade, aumentam as possibilidades de maior concentração de plantas nas mãos de poucos grupos. Como aponta o analista de pecuária do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) – órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) –, Otávio Celidônio, 42 municípios do norte do Estado tinham como opção ao abate uma das três plantas do Frialto, porém 15 destes terão agora apenas um grupo para negociar o gado, que em alguns casos será ou o Pantanal ou o JBS/Friboi. “No entanto, a capacidade de abate do médio norte mato-grossense, que escoava os bovinos para Sinop, ficou 100% comprometida, e para piorar houve um reflexo imediato após a paralisação dos abates. A arroba do boi naquela região desvalorizou R$ 1,60, tanto no norte como no médio norte, e R$ 1 na média matogrossense, em apenas três dias”. As unidades do Frialto em Mato Grosso estavam localizadas em Matupá, Nova Canaã e Sinop. O site aponta ainda uma quarta unidade – que parece estar em obras – em Tapoborã.

Com essas plantas o grupo era responsável por 38% do abate diário no norte do Estado. Além de Mato Grosso, há unidades de abate e de entreposto nos estados de Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Todos os matadouros possuíam o certificado do Selo de Inspeção Federal (SIF), que habilitava entre outras coisas, as plantas a exportarem sua produção a vários países, inclusive ao exigente mercado europeu.